pedaços

05 Março 2007

pulsing flashlights

tenho tempo para um cigarro, talvez um último cigarro. desta vez tenho esse tempo só para mim. das últimas vezes nem por isso, não tive sequer o tempo para o acender, dar um primeiro trago e deixar-me envolver no aroma, no fumo, no sabor, no toque áspero da mortalha. houve momentos então que nem sequer tive o tempo de o puxar de um maço.
*

deixo-me consumir pelo (teu) sabor, deixo que o fumo que expiro leve um pouquinho de mim, de cada vez. deixo-me também consumir pelo teu olhar, pelo que poderás significar, pelo que és, pelo que um dia serás. por vezes penso que conheces pouco de mim, mas tenho a sensação que me conheces melhor do que eu imagino.

1 perspectivas:

gus disse...

isso faz-te mal pah! mas okay, percebo a poesia do cigarro... pena não ser de morango, um sabor muito mais inocente para os pensamentos ondulantes que o tabaco pode trazer...