tenho tempo para um cigarro, talvez um último cigarro. desta vez tenho esse tempo só para mim. das últimas vezes nem por isso, não tive sequer o tempo para o acender, dar um primeiro trago e deixar-me envolver no aroma, no fumo, no sabor, no toque áspero da mortalha. houve momentos então que nem sequer tive o tempo de o puxar de um maço.
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deixo-me consumir pelo (teu) sabor, deixo que o fumo que expiro leve um pouquinho de mim, de cada vez. deixo-me também consumir pelo teu olhar, pelo que poderás significar, pelo que és, pelo que um dia serás. por vezes penso que conheces pouco de mim, mas tenho a sensação que me conheces melhor do que eu imagino.
1 perspectivas:
isso faz-te mal pah! mas okay, percebo a poesia do cigarro... pena não ser de morango, um sabor muito mais inocente para os pensamentos ondulantes que o tabaco pode trazer...
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